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sábado, 5 de maio de 2012

Primeiro teaser de "Miosótis", o terceiro single de SODG

Entrevista Espaço Independente - RJ

Saiu na quarta-feira, 02/05, uma entrevista no site Espaço Independente, do Rio de Janeiro, a comando da Carol Giglio, já conferiu? Você também pode lê-la diretamente do site do Espaço Independente clicando aqui.

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Entrevista com Dabliu Junior

Confira o Papo que tivemos com ele:

Espaço Independente: Sua história com a música começou muito cedo, com 11 anos você já participava de coral. Como a música entrou na sua vida?

Dabliu Junior: Na minha família não tem nenhum músico. Eu não consigo lembrar como ela entrou na minha vida. Desde pequenininho eu já gostava, e no lugar de carrinhos eu ganhava pianinhos, tecladinhos,… Queria comprar discos, rádio, essas coisas. Aos 11 anos numa festa da firma do meu pai eu participei de um concurso de Karaokê e tirei primeiro lugar, o que foi um espanto geral. A partir daí comecei. Me mostraram o coral e a “coisa” ficou mais formal. Com 14 anos minha voz começou a mudar e eu tive que sair do coral, com 16 anos eu entrei na aula de violão e conheci o Robb, o guitarrista da minha antiga banda. E dois anos depois montamos a minha primeira banda, a Metaphorica.

EI: Você sempre curtiu poesia e gosta de juntar com melodias e fazer música?

 DJ: A minha família é de base bem simples e eles não tinham o hábito de comprar livros. Eu fui ganhando esse hábito com o tempo. Na escola eu comecei a ter “um certo” destaque em concursos de poesias e os professores começaram a me indicar autores como Machado de Assis, Clarice Lispector e Fernando Pessoa. E com a música foi a mesma coisa.

EI: Música e poesia se encaixam ou são coisas distintas pra você?

DJ: Eu considero coisas diferentes. Eu gostava de música e gostava de ler, comecei a fazer música com a Metaphorica, mas já lia desde antes. Considero minhas músicas com letras poéticas, mas não são poesias musicadas. A linguagem não é a mesma, tem coisas que eu uso na poesia que não cairia bem na música. E nesse trabalho solo é mais fácil trabalhar músicas com letras poéticas do que quando era de uma banda de rock. Nesse meu álbum, “Sobre os Ombros de Gigantes”, eu tenho uma música que eu faço uma brincadeira com o nome da minha afilhada, a Alicia, o que na banda não me permitiria esse tipo de coisa.

EI: Esse seu trabalho solo é bem diferente do estilo da sua antiga banda, a Metaphorica. Essa mudança ocorreu naturalmente em seu processo de composição ou foi uma decisão que você tomou para desvincular a da Metaphorica?

DJ: Não teve nada pensado. Na época da Metaphorica eu tinha 20% da banda, e eu tinha limitação técnica, não sabia tocar bem violão pra compor uma musica um pouco mais elaborada, apesar de ser compositor de todas as músicas da banda. Nos últimos anos eu tenho ouvido muito música brasileira, eu gosto muito disso. Quando eu parei pra fazer o CD eu “tava” sozinho, estava fazendo mestrado e era impossível conciliar alguma coisa nesses 6 meses iniciais de mestrado. Então eu ouvia muita música e de “ouvidos limpos” eu acabei vindo pra música brasileira. Foi uma coisa de dentro pra fora, meu coração pedindo para eu me acalmar.

EI: Mas o que da música brasileira você ouviu pra te inspirar no CD “Sobre os Ombros De Gigantes”?

DJ: Tudo começou com o nome do disco. Eu li essa frase em algum lugar e achei que combinaria. Eu me considero muito pequeno como músico pelo fato de existir tanta gente boa na literatura e na música. Sabia que ia fazer um disco com o nome "Sobre os Ombros de Gigantes". E na época eu ouvia muito o novo disco do Chico Buarque, Elis e Tom, Clube da Esquina, Tribalistas e Marcelo Camelo. Ouvia muitos artistas que trabalham as canções, canções que falam por si só. Não é só a melodia, não é só a letra, é a musica. Completam para que o conjunto passe sentimento.

EI: Toda a produção desse disco solo você disponibilizou em

um diário de produção no seu site. Como foi isso, ajudou na divulgação?

DJ: A ideia foi surgindo. Quando eu fechei com o estúdio foi que começou. Eu produzia e contava, com isso vi que começou a aumentar os acessos no site. Então tudo que saía de novo eu escrevia lá. As pessoas tinham o interesse em saber o que estava acontecendo. Lancei os teasers e tiveram bons acessos, assim foi surgindo o diário. As pessoas se interessaram e isso me ajudou a continuar, deu um incentivo maior. Esse “feedback” das pessoas foi legal. Quando eu vi “Aeroporto” (música de trabalho) eu levei um susto muito grande, eu lancei dia 19 de dezembro e no início de Janeiro saiu uma postagem na Gazeta do Povo, jornal que tem muita força aqui no Paraná. As pessoas ouvindo e comentando a música. Foi muito bonito ver o quanto estavam gostando.

EI: Foi um disco feito pra você ou foi uma coisa que veio surgindo, foi pensando “ah, vão gostar dessa música, se eu fizer assim a galera vai curtir,…”?

DJ: No estúdio eu avisei que queria que fosse tudo do meu jeito. Queria ter toda a liberdade de mudar e alterar qualquer coisa que eu quisesse. Fiz tudo de coração, fui sincero no que fiz. E essa é a maior marca do “Sobre os Ombros de Gigantes” a sinceridade em que foi feito.

EI: Seu disco está sendo finalizado e você colocou em um site de financiamento coletivo a pré-venda, como surgiu essa ideia?

DJ: O financiamento coletivo é algo que vem dando muito certo e até no nosso caso. No entanto as pessoas gostam, curtem, mas é difícil ir lá e ter coragem de colocar seu CPF em um site e comprar. Foram mais os amigos que contribuíram, a ideia foi essa mesmo de colocar a “cara a tapa” pra conseguir dinheiro pra prensar o disco. Eu e o trompetista juntamos a grana, mas assim é uma forma de mostrar pra galera interessada, independente da quantidade de venda. Temos que ver como é o mercado, agora. Isso não quer dizer que não vamos disponibilizar o disco gratuito na internet.

EI: Você não acha que é meio contraditório, vender o disco agora e depois disponibilizar gratuitamente na internet?

DJ: Eu compro o disco original por ter vontade de tê-lo na mão e as pessoas que têm o costume de comprar disco também. Tem todo um projeto gráfico bonito por trás, vai ter umas “surpresinhas” no disco. Quem não tem costume de comprar não vai comprar mesmo. E a música independente depende desse “passa passa” da internet. Nesse momento não estamos muito preocupados com a vendagem, queremos difundir o trabalho.

EI: Você tocou na Semana de Moda no MON, como foi?

DJ: Foi muito legal, o show foi maravilhoso. Foi a primeira vez que eu toquei assim, sentadinho com o violão, ver a galera cantando foi muito legal. O nosso foi um dos mais comentados, que mais juntou “curiosos” pra ver. Bem bacana, a banda gostou bastante. Eu sempre digo banda porque tenho 4 companheiros que trabalham comigo, SOMOS UMA EQUIPE.

Fonte: http://espacoindependente.com.br/?p=586

sábado, 28 de abril de 2012

Diário "Sobre os Ombros de Gigantes" #27

Dia cinza. Cá estou eu finalizando as letras de "Sobre os Ombros de Gigantes". A primeira fase de finalização, que dura até o dia da última voz registrada, e esse dia fica cada vez mais perto. Em meio a um tempo todo conturbado de artigos no mestrado, dar aulas, assistir a outras, calcular, analisar, escrever, corrigir, recorrigir, a vida sempre encontra um tempo sublime pra fazer da poesia um verbo. Um dia de gravações em meio a outros cinco estudando, mas 24 horas por dia trabalhando, porque a vida é assim, uma poesia eterna que só enxerga quem quer, e quem se deixa enxergar. Pelo menos é assim que tento levar, porque pra mim não se separa. Quem sabe uma composição não dá uma ótima ideia pra um artigo, e um devaneio nos estudos não nos leva ao poema mais sincero? A música vive, solitária no reino das músicas, só esperando o momento de dar o ar da graça por aqui, e como profissão, desde o dia em que nasci, resolvi ser um dos catalisadores dessa passagem.

Hoje somos uma equipe completa. Eu, o Robb Lima, o Bogdan, e agora nossos novos parceiros Emerson Gogola e João Guilherme Grando. Formamos a banda que vai dar vida ao disco ao vivo. Rodrigo Azzolin e Kristian Capeline, lá do estúdio Scartaris, ajudam a dar voz a esse meu coração tentando captar o espontâneo, o natural, aquilo que vem de dentro de verdade. Acho que é por isso, por ser um trabalho sincero, que tenho visto tanta gente se identificando, recebido tantas mensagens carinhosas do Brasil afora. "Sobre os Ombros de Gigantes" é um disco que nem foi terminado, e já se conecta com um montão de gente, só porque é sincero, e pessoas sinceras gostam da verdade.

Dia cinza. Cá estou eu...


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Diário "Sobre os Ombros de Gigantes" #26

Semana mágica. Na semana que passou tivemos pela primeira vez o contato ao vivo com o público, e íamos pela primeira vez tocar ao vivo as canções de "Sobre os Ombros de Gigantes". Pra mim, particularmente, foi muito emocionante ver tantos amigos, e estar novamente no palco, agora para dar início à minha carreira solo, ao violão, o que também era inédito pra mim.

O show na Semana de Moda foi muito bacana, e marcou a entrada dos novos integrantes oficiais da banda, Emerson Gogola, no baixo, e João Guilherme Grando, na percussão, além de Bogdan Skorupa, nos trompetes, eu nas vozes e violões, e Robb Lima, nas guitarras, mas que não pôde comparecer ao show. Uma organização impecável, num evento pelo qual milhares de pessoas passaram, e que deu orgulho de participar.

Nesse show pudemos perceber o carinho das pessoas, e dar um pontapé inicial no que daqui pra frente será parte muito importante de nossas vidas, e com pessoas que daqui pra frente, serão além de amigos, parceiros de música. O show foi dedicado ao Robb Lima, que como alguns já sabem, e depois de muito eu ter relutado em dizer, está enfrentando com muita força um câncer descoberto no ano passado. Digo relutado porque questionei a real necessidade de expor a doença do meu amigo, mas penso que a força com que ele a enfrenta é digna de que todos saibam, porque vontade de viver não é todo mundo que tem. E ainda assim, ele está com a gente, e faz parte desse projeto. Assim, ele teve de passar por um procedimento médico, nada grave, mas que o impossibilitou de participar. Por esse motivo, o show não foi 100%, pela falta do meu companheiro de tantos anos na música, mas foi muito bom.

Essa semana fui entrevistado pela Carol Giglio, do Espaço Independente, lá do Rio de Janeiro, um bate papo muito bacana, e que com certeza vai trazer muitas curiosidades pro novo público que percebemos se aproximar. Ainda nessa semana, gravamos com a pianista Anna Camilli, e Bogdan gravou seus trompetes. A produção chega agora nos seus exatos 50%, e agora com a banda, em mais dois meses finalizamos as gravações, e vamos pra parte super legal de ver qual a imagem gráfica que queremos para o disco. Já estamos também acertando detalhes para o lançamento do disco, agendando alguns shows, e tudo caminha muito bem. Nossa fanpage, nessa semanas de auê pelo show, foi de 200 "curtir" para mais de 600, e faz nosso coração bater mais forte de saber que estamos conseguindo aos poucos nos comunicar, e o que é mais importante, do nosso coração, pro coração de vocês, sem interferências.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Diário "Sobre os Ombros de Gigantes" #25

Semanas tumultuadas e proveitosas essas últimas! O barco de "Sobre os Ombros de Gigantes" está chegando cada vez mais longe. Semanas atrás, o percussionista João Guilherme Grando gravou percussão em "Alicia" e "Miosótis", ensaiamos com a flaustista Ana Paula Peters, que entre outros projetos, foi professora do Conservatório de MPB de Curitiba, e a pianista Anna Camilli, em suas participações em "Alicia".

Além disso, estamos ensaiando à todo vapor para nosso primeiro pocket-show de "Sobre os Ombros de Gigantes" que será nessa sexta, 20/04, no Museu Oscar Niemeyer, às 19:15. Em breve teremos um diário só sobre os novos integrantes oficiais da banda, que se tudo der certo, irão nos acompanhar nesse desafio daqui pra frente.

E pra completar, logo, logo, divulgaremos aqui a data oficial de lançamento do novo single, "Miosótis", com uma participação muito especial. Quem quiser conferir em primeira mão, no show de sexta mostraremos pela primeira vez!

E vamos remando, com a mesma força e garra de sempre!



domingo, 1 de abril de 2012

domingo, 25 de março de 2012

20/04 - Primeiro show "Sobre os Ombros de Gigantes"


No dia 20/04, estaremos apresentando, durante a Semana da Moda CWB#3, o primeiro pocket-show do disco ainda em produção "Sobre os Ombros de Gigantes". A apresentação acontecerá no MON (Museu Oscar Niemeyer), às 19:15, e contará com além dos singles já lançados, músicas inéditas do álbum.

A banda, composta por Dabliu Junior (voz e violão), Robb Lima (guitarra), Bogdan (trompete), Emerson Gogola (baixo) e João Guilherme Grando (percussão), já começou os preparativos para o show, que promete ser muito especial: além de ser o primeiro do projeto SODG, será o primeiro da carreira solo de Dabliu Junior.

Quem vai?