Economia + Música = Hã?

Artigo que escrevi em 2009, ainda no quinto período da graduação em economia. Apesar do tempo passado, cada ideia sobre o curso de economia apenas se tornou mais forte com o passar dos anos. Orgulho de ser economista!

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Apresentando a Economia


Walcir Junior *


Posso seguramente afirmar que pelo menos 70% das pessoas que descobrem que faço Economia, e que conheçam minha personalidade, acham estranho e sem relação alguma, cursar economia, alguém apaixonado pelos livros e pela música.

Ledo engano.

Economia foi uma área que me interessou muito pela abrangência do curso – no início, e durante ainda mais -, uma área em que a gente aprende a ter uma visão completa do mundo, e não aquela perspectiva limitada, que não nos permite enxergar os dois lados da moeda. Economia é um curso com um embasamento teórico muito profundo, e que com certeza, possui enésimas ramificações para explorar, daí o recurso da abstração.

ECONOMIA + MÚSICA = Hã?

Para escrever músicas, preciso abstrair e pensar de várias formas sobre um mesmo assunto, refleti-lo de pontos de vista diversos, usar metáforas, construir relações, e economia tem sido uma grande prova de ser um curso que ajudar a PENSAR, ORGANIZAR e ter, GRANDES IDÉIAS: esse é o primeiro sentido. Outro lado ainda mais profundo, porque concerne à maioria – senão todas – as pessoas, é o quanto a economia interfere na vida do cidadão comum. A linguagem das estatísticas, probabilidades, é algo muito presente nos jornais e nos diversos meios. Passamos a vida toda tomando decisões – a universidade, o carro novo, a casa, para citar apenas os grandes -, e que decidimos com base em dados. Dados? Pois é, apenas decidimos por algo quando a CONJUNTURA está favorável, e as EXPECTATIVAS – opa, aqui uma palavra chave de nosso grande Keynes – estão positivas. Ainda nas escolhas dos cidadãos – todos nós – acho que ninguém escapa do dinheiro: qualquer coisa que se faça, envolve o financeiro, querendo ou não. Uma criança quando nasce, já tem um mercado inteiro voltado ao seu bem-estar, desde o mercado de chupetas aos planos de saúde. Crescemos analisando, desde quando pensamos sobre como gastar nosso dinheiro de maneira a render mais, até quando optamos por guardar, para comprar algum objeto de desejo. Quando fazemos uma simples pesquisa de preços, realizamos uma COTAÇÃO de valores. As fases da economia refletem a vida de qualquer ser-humano, os chamados momentos de prosperidade, e os momentos de crise, essenciais e naturais para qualquer processo de crescimento.

Ainda temos o argumento de que o mundo é, sem dúvida, comandado por grandes economistas. Existem grandes exemplos mesmo dentro de nosso país, como Delfim Netto, Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares. Provando a complexidade e abrangência, outros grandes nomes, como Mick Jagger, líder dos Rolling Stones, Bernardindo, treinador de vôlei, além de diversos ganhadores do “Prêmio Nobel”. Tudo está ligado à economia, e eu já me vi incapaz de conseguir pensar em algo que não a envolva. Infelizmente, apenas os momentos como os que estamos vivendo atualmente, as crises, é que os economistas aparecem na mídia, e as pessoas, muitas talentosas o bastante para ingressar na carreira e fazer coisas maravilhosas, acabam não chegando ao conhecimento do que o curso pode lhes conferir. Por isso, se você faz economia, conhece economia, divulgue, conte para seus amigos, para que daqui há alguns anos, o mundo seja comandado por mais cabeças pensantes, e muitas tomadoras das decisões que farão toda a diferença nas nossas vidas. Essa talvez seja a primeira ambição desse aluno aspirante a economista: aprender e indicar o caminho, para quem quiser passar por ele.

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*W. Junior, 21 anos, estudante do 5º período de Ciências Econômicas – Faculdades Integradas Santa Cruz.

- O blog "Econo-Mind", é um espaço de divulgação das idéias de alunos, professores, ou quaisquer interessados em expôr seu ponto de vista com o objetivo de mostrar a importância da formação do economista na sociedade.

- Cada artigo é de responsabilidade dos autores e as idéias nele inseridos, não necessariamente, refletem o pensamento dos administradores do blog.

O papel do estado na economia

Artigo que escrevi no início de 2010, quando estava no sétimo período da graduação, e que foi publicado na Janela Econômica, periódico virtual das Faculdades Santa Cruz.


Janela Econômica - O PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA

Por Walcir Soares Da Silva Júnior


A lenta recuperação da crise iniciada em 2008 começa a tomar forma
agora, com as especulações em torno do aumento da taxa selic
brasileira, o fim da flexibilização dos compulsórios, e, com efeito, o
encarecimento do crédito, e ao mesmo tempo, os europeus – e
apreensivamente o resto do mundo – aguardam o desfecho da crise que se
inicia com o déficit orçamentário das contas na Grécia, e que apesar
desta economicamente não significar muito para o mundo, pode alavancar
uma crise maior devido sua ligação com a zona do Euro, e sua crescente
importância na economia global. Em situações como essa, em que o caos
está prestes a acontecer, qual o papel do Estado? Poderia ele deixar
com que tudo se regulasse automaticamente segundo as leis de mercado e
o pensamento neoclássico, ou deveria intervir - como, é claro, a
experiência da crise de 1929, através do pai da economia John Maynard
Keynes comprovou e vem sendo seguida rigorosamente? O papel do Estado
então, começando por aí, seria tornar a economia estável, para o bem
da sociedade. E é aí que está o conflito, não é possível desvincular a
idéia de economia, da de sociedade, e esta por sua vez então, não pode
nem deve ser capaz de caminhar independentemente.

Tudo começou com uma estimulante aula introdutória de "Economia do
Setor Público" que se encaixaria muito bem como "Filosofia do Setor
Público". Nosso professor nos jogou a seguinte provocação: o ser
humano seria um indivíduo bom, e o meio o corrompe, segundo uma visão
marxista defendida pelo filósofo Rousseau? Ou seria ele um indivíduo
mau que aprende a ser civilizado com as instituições que recebe
durante a vida, segundo a filosofia de Hobbes? Muitos de nós
ficaríamos tentados a aderir ao primeiro questionamento, contudo,
garanto que os argumentos que nosso professor nos proferiu, nos deixa
intrigados com o oposto. Para argumentar com Rousseau podemos citar
como exemplo alguns moradores de rua que não têm outra opção senão o
roubo, ou um pai de família, que se vê desempregado e precisa de
dinheiro para o sustento de sua prole. Os próprios marxistas acusam o
capitalismo como meio de corrupção do indivíduo, que segundo sua
visão, nasce bom, mas o dinheiro o corrompe. Já para defender a
posição de Hobbes, é curioso observarmos como as crianças, antes de
receberem as instituições mais importantes que definirão suas
personalidades – a religião, a educação escolar -, como são egoístas,
e em alguns momentos capazes de brigar e bater para ter alguma coisa
só para si. Um equilíbrio de argumentos constrangedor: o homem nasce
mau e é crucial que receba as instituições durante a vida para que
possa se inserir na sociedade.

Estaria eu e milhares de pessoas atrás de um diploma universitário,
acaso as instituições as quais recebemos não nos disséssemos quão isso
era importante? O que seria da sociedade sem o Estado para lhe
assegurar seus direitos e também seus deveres enquanto cidadãos? Seria
a sociedade perfeita e se regularia automaticamente como os
fantásticos devaneios de alguns pensadores, acaso o Estado não
impusesse sua força imparcial em prol da justiça? Se esta justiça que
todos os dias se vê em ação (?) através da mídia é considerada falha,
o que seria da sociedade sem essa instituição? A educação seria melhor
ou pior se fosse unicamente dada por instituições privadas? Teríamos
hoje o mesmo número de alfabetizados? A segurança é mesmo tão
imperfeita quanto seria acaso fossemos cada um por si? E a saúde,
seria melhor se não fosse uma obrigação estatal? Tantos
questionamentos que nos faz enxergar a política com outros olhos.

Há uma complexidade de visões que se arrasta desde os tempos mais
remotos e que ainda hoje são discutidas com uma atualidade sem igual.
Contudo, em qualquer uma das visões é impossível negar que é preciso
do Estado. Em mundo globalizado o efeito dominó que ocorre quando um
fragmento do seu organismo está comprometido pode ser fatal para o
capitalismo, e para a sociedade.

- Aluno do 7º semestre do curso de Ciências Econômicas das Faculdades
integradas Santa Cruz de Curitiba

- A JANELA ECONÔMICA, é um espaço de divulgação das idéias e produção
científica dos professo­res, alunos e ex-alunos do curso de economia
das Faculdades Integradas Santa Cruz - Inove.

- Cada artigo é de responsabilidade dos autores e as idéias nele
inseridos, não necessariamente, refletem o pensamento do curso.

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economista na sociedade.

O homem que previu o futuro.

Encontrei na internet este vídeo, de 1995, com uma entrevista do Bill Gates para o Fantástico, onde ele prevê como seria o mundo dali a cinco anos. Incrível a descrição dele, pois vivemos hoje nesse futuro que em 1995 parecia tão incrível. Segundo Bill Gates, no futuro, todo mundo teria pelo menos um computador em casa. "O mundo vai ser um lugar bem menor, o computador vai juntar as pessoas" diz ele. Nos vemos hoje diante das comunidades virtuais, dos sites de relacionamento, tudo como coisas banais do dia a dia. Crianças de cinco anos de idade já possuem uma conta nesses sites, mandam e-mails. Se alguém tivesse dormido pelos últimos 20 anos, quando acordasse acharia o mundo assustador. O sonho de Bill Gates, de tornar o computador uma ferramenta de fácil acesso mudou o mundo à sua volta, mudou o seu mundo e mudou o nosso mundo.

É um vídeo muito interessante: