Diário "Sobre os Ombros de Gigantes" #22






Sexta-feira passada foi um dia especial.

Especial, porque finalmente, depois de alguns meses de introspecção, de reuniões, de experimentos, de ideias, o primeiro single do trabalho "Sobre os Ombros de Gigantes" está pronto. Pronto da nossa parte, porque ainda há um grande trabalho, técnico e mesmo artístico, dos produtores Kristian Capeline e Rodrigo Azzolin, durante a mixagem e masterização da canção.

Especial, porque depois de mais de um ano, me voltei pra dentro pra tentar, mais uma vez, fazer a obra mais sincera e verdadeira possível. Me expressar musicalmente se tornou uma necessidade, e sei que preciso disso cada vez mais pra viver. E sou muito grato por ter tantos adeptos pra me ajudar, pra me ouvir, pra sugerir, enfim, pra se importar também com minha música, que nessas horas já é de todo mundo que toca, que ouve, que reflete.

Apesar dos percalços no caminho, na sexta finalizamos as percussões do single, e foi um dia maravilhoso, mesmo tendo tudo pra dar errado. Quem deveria tocar, um pseudo-profissional, cancelou na última hora pela segunda vez seguida, e lá fomos nós três fazer com bastante humildade, mas sinceridade, o que não poderia ter ficado melhor.

Agradecimentos especiais ao Rodrigo Azzolin e Kristian Capeline, que ajudaram na captação de tudo quanto é tipo de som que pudemos "ouvir" dentro da música. Pedras, pinhas, copos, diapasão, berimbau, bambu, nossa percussão se tornou um elemento de música concreta, que era a concepção inicial do disco, da melhor maneira possível. Agradeço mesmo aos caras, que superaram expectativas, e fizeram até mais do que precisavam, pra que tudo soasse perfeito.

Enfim, agora é só aguardar a hora em que nossa criação vai pro mundo, se perder, crescer e aprender com ele, e espero que vocês a recebam de coração aberto. Já posso adiantar que o segundo single vai demorar bem menos tempo pra que vocês ouçam, e fiquem ligados, que as novidades não param por aí.

Mais uma vez obrigado pelos números de acessos, que demonstram o interesse de vocês. Tenho muita sorte, de ficar tanto tempo afastado dos palcos, e mesmo assim ter um público cativo aguardando por novidades. Os próximos diários tratarão das mudanças de sonoridade, de letra, e tudo o mais que possa ser interessante em relação ao novo single.

#feliz.

1600 - Transição para o Período Barroco

Bog dos Santos

Hoje há algo que posso contar para vocês! Dando continuidade à grande história sobre o surgimento do violão. O assunto de hoje será muito específico, quase todo em torno de uma data

Chegamos à um período que por si só justifica muitas das mudanças que começaram a acontecer nos instrumentos precursores do violão. Neste cenário de transição para o período Barroco os representantes antepassados dos violões eram as Guitarras Renascentistas, que desenvolveram-se tornando as Guitarras Barrocas. São facilmente identificadas estas: possuem 5 ordens (dez cordas consequentemente); as mesmas características de corpo, com tampo esplendidamente ornamentado com detalhes de marchetaria, as rosetas atingiram um nível alucinante de complexidade, muitas vezes feitas de papel; o fundo é abaulado, um formato característico dos instrumentos de corda dedilhados desde a idade média, herança dos Alaúdes. Ok, até agora praticamente nenhuma novidade, os instrumentos basicamente não sofreram grandes transformações, mas uma nova tecnologia modificou tantas coisas que até a estrutura dos instrumentos começasse a ser repensada. Esta grande inovação ocorreu nas cordas.

Até então as cordas graves não tinha quase nenhum poder sonoro, eram feitas de tripa e por isto tinham suas limitações, inclusive nas cordas agudas haviam limitações de tensão. Algum conjunto de mentes brilhantes, porém, enrolou um fio de metal em toda a corda de tripas; hoje em dia nos parece óbvio pensar que as cordas graves possuem este enrolamento (basta olhar para o nosso querido violão, muitas vezes no canto mais escuro da casa), mas foi a maior inovação desta transição. Acompanhando tendência de sonoridade os instrumentos passaram a ganharem novas
extensões de tocabilidade. Junte isto à "criação" da música tonal e temos o período barroco.

Anteriormente era utilizado o sistema modal de composição; escolhia-se um dos modos para escrever as músicas. O sistema tonal, que utilizamos muito hoje em dia (praticamente todas as músicas), revolucionou o modo de composição e execução das peças; a música ganhava um meio de expressão adicional, pois com um centro tonal podia-se criar tensões, relaxamentos e expectativas que inexistiam até então. A partir deste tipo de música fica claro que a música mudava o seu estilo, tomando novo rumo, o que influencia muito nas novas formas do instrumento. Explorando as origens do violão observamos os reflexos das épocas passadas na atualidade, e assim podemos entender melhor o que é o instrumento.

Diário "Sobre os Ombros de Gigantes" #21





Semana passada gravamos todos os baixos dos singles "Aeroporto" e "Vento Norte". Rodrigo Azzolin, que também é um dos produtores do disco "Sobre os Ombros de Gigantes" fez um belo trabalho, dando alma para as duas canções.

Também na semana passada, começamos a gravação das vozes, e o Bogdan Skorupa finalizou a gravação de seus trompetes nas duas canções. Agora só falta a percussão, que se tudo der certo, será finalizada esta semana. Depois disso, parte do trabalho árduo finda, e é hora dos produtores Kristian Capeline e Rodrigo Azzolin continuarem com as mãos na massa, e fazerem todo o trabalho de mixagem e masterização.

Apesar de todo o trabalho, e o tempo escasso, o que faz com que nosso perfeccionismo atrase um pouco mais a finalização das faixas, estamos todos muito orgulhosos. Cada detalhe, som por som, a gente tenta fazer com o maior carinho. Quero agradecer desde já as contribuições mais que importantes dos amigos Robb Lima e Bogdan Skorupa, em trazer para esse trabalho que é tão importante pra mim, tudo o que eles têm de mais belo, e claro aos esforços do Kristian e do Rodrigo, em fazer com que tudo soe perfeito.

Galera, o grande dia se aproxima. Obrigado por estarem ligados no nosso gigante.

#exausto

Dando tempo aos interessados

Bog dos Santos

Hoje teríamos a postagem semanal continuando com a história do violão. Porém alguns leitores me pediram para eu postar um pouco menos de coisas, principalmente porque as postagens vão ficando bem escondidas com o tempo...
Peço, de forma adiantada, desculpas à todos que esperavam hoje a postagem e fico muito feliz com a sua paciência esperando o que virá ao blog na semana que vem.

Não esqueçam que em pouco tempo não será apenas histórias de instrumentos que sairão aqui no blog... logo teremos algo a dizer de um certo Aeroporto!

Parentes dançantes - Raízes do violão no Renascimento

Renascimento tardio e transição para o Barroco

Bog dos Santos

Nesta semana, para que todos tenham disposição em ler mais sobre o violão, continuarei a nossa história falando do período do Renascimento tardio. Para as pessoas que pegaram o conto pela metade, o início de todas as viagens pelo surgimento de um dos instrumentos mais populares do mundo (se não o maior) está no post do dia 16/10; Violão - Surgimento Longínquo. Nele eu começo a procura pelo caminho que nos trouxe ao (sem exageros) estilo de música que nos acompanha na atualidade. Hoje alguns pontos importantes em um período pequeno (1550-1620), mas que neste momento ainda não posso adiantar qual será a dimensão final; só espero que seja o suficiente para despertar a curiosidade de músicos e interessados, e talvez - se eu conseguir ser mais audaz - conquiste até algumas pessoas que a princípio se achavam não muito interessadas no assunto.

Como já havia comentado anteriormente, a Vihuela veio desde a Idade Média dominando o cenário musical popular, da música dos nobres e na Igreja; os três tinham características próprias no estilo musical, mas em essência compartilhavam de muitos detalhes da música.

Talvez algo que não tenha sido comentado muito foi a importância da música popular no Renascimento. No final da Idade Média surgiram inúmeras manifestações culturais populares; as principais foram os trovadores (músicos que recitavam versos acompanhados de instrumentos solistas, como liras, guitarras, alaúdes, etc) e as danças das cortes. Estas últimas influenciaram em muito a música renascentista, que voltou-se muito para a música. É importante notar que os corais da Idade Média alcançaram um nível muito grande de complexidade, mas paralelo à isto a música instrumental ganhou grande destaque com composições de danças típicas de cada país. As Vihuelas e um novo instrumento surgido desta, as Guitarras Renascentistas, receberam atenção especial pela execução mais fácil e pelo som que se adaptava bem aos ritmos dançantes; a forma do som era leve, um pouco indefinida. Muitas vezes acompanhavam instrumentos de sopro e de percussão. Outro instrumento importantíssimo para esta época foi o surgimento do cravo, foi o primeiro instrumentos que pôde ser referência de afinação para outros, pois no final deste período criava-se a afinação temperada, fazendo com que todos os intervalos fossem padrão por todo o instrumento. O cravo também marcou por sua abrangência na harmonia, podendo ser tocado com as duas mãos, podendo intercalar melodia e harmonia em um instrumento.

Neste pequeno período houve uma modificação importante, a Vihuela passou a ter apenas 5 ordens, assim como os instrumentos derivados dela. Para que fique melhor entendido: cada ordem pode ser composta de uma ou mais cordas, a utilidade destas cordas extras era formar um sistema harmônico mais forte, ou seja, a presença de uma corda em oitava mais aguda ou mais grave fazia com que o som de cada ordem tocada fosse mais cheio. Como os instrumentos da época tinham as cordas muito baixas e estas feitas de tripas a projeção de som era muito reduzida; as cordas duplas "enchiam o som".

As cordas de tripa eram muito ineficientes em especial na região grave, havia para cada instrumento um mínimo que a corda poderia ter de espessura para que produzisse som. O problema de ter cordas muito grossas foi resolvido por volta de 1600. As cordas mais graves ganharam um enrolamento de metal ao seu redor, com isto as cordas vibravam mais, sem perder o som e podendo ser relaxadas para extensões mais graves.

Até o período de transição para o Barroco ainda não eram utilizadas travessas ou barras harmônicas, os reforços eram feitos de papel colado na madeira; em geral isto possibilitava fundos dos instrumentos feitos com inúmeras peças de madeira separada, que eram coladas, formando belos desenhos. Porém esta formação reduzia a resistência dos instrumentos e influenciavam mais ainda na textura leve e indefinida do Renascimento. Algumas destas formas foram sendo abandonadas, ainda mais quando os instrumentos começaram a não suportar mais as tensões das novas cordas com metal... Muitas modificações começaram a ser feitas na procura de novos sons, chegando no assunto da próxima semana: o período Barroco; onde se destaca a intensidade musical e o virtuosismo!



Diário "Sobre os Ombros de Gigantes" #20


Nesta última terça feira, foi o primeiro ensaio de "Sobre os Ombros de Gigantes" associando o disco e o show do ano que vem. O primeiro ensaio em 10 meses para mim. Estamos reunindo um time de feras para nos acompanhar durante o próximo período, onde a regra geral é fazer música com o coração e claro, com gente muito competente. Apesar de alguns contratempos da vida, a música vem para dar entusiasmo e nos fazer ser otimistas com relação à uma porção de coisas que decepcionam nossa opinião sobre o mundo.

Até agora somos Dabliu Junior (voz e violões), Bogdan Skorupa (trompete e vozes), Robb Lima (guitarra), João Grando (baixo), Vinícius Portes (Percussão), e Regiane Amaral (Clarinete). Estamos ainda na fase de conceituar o show juntamente com o álbum, na tentativa de fazer um espetáculo simples, mas bem feito e amarrado. Provavelmente o show será composto pelo álbum "Sobre os Ombros de Gigantes" e algumas releituras em versões inusitadas, mas ainda é cedo pra dizer qualquer coisa, logo, logo teremos boas novidades.

Quero agradecer desde já a participação dos novos parceiros, João Grando e Vinicius Portes, que provavelmente comporão o time definitivo do projeto "Sobre os Ombros de Gigantes", e que com todo coração estão colaborando com nossa música, que já é um pouco deles também. E mais uma vez agradecer a todos vocês ligados no blog, no facebook, no twitter, e que ajudam a divulgar nossa música, mesmo ainda sem a música. (Isso é que é público! rsrs).

Garanto a vocês que a espera vai valer à pena, e vai durar pouco tempo.

Ressuscitando a História do Violão


* Bogdan S. R. dos Santos
Alta Idade Média e Renascimento

Duas semanas de silêncio. Nenhuma explicação aparente. Imagino que o leitor mais interessado deste subtópico do blog tenha ficado desapontado com as duas semanas de silêncio. Porém nada do que ocorreu misteriosamente foi por um acaso preguiçoso. Pelo contrário, foi resultado de uma conveniente espera, que logo vocês aceitarão como um tempo usado prudentemente para ampliar as informações que eu já possuía. POR ISTO CONTINUO AINDA HOJE A HISTÓRIA DO VIOLÃO, e já peço desculpas por mais uma explicação, quero justificar corretamente as minhas faltas. Não houve postagem dia 23/10; eu aguardava uma palestra sobre a História do Violão, ministrada por um famoso Luthier do Uruguai, Ariel, no dia 26/10. Sinto desnecessário comprovar a importância desta espera para mim e para a já iniciada história do violão, pois tudo o que foi mostrado nesta quarta-feira estará disponível para vocês neste blog com a garantia de uma excelente referência histórica! Durante as duas semanas (e em parte por isto não houve postagem no dia 30/10) continuei a pesquisar e cavocar informações, apenas para que agora elas pudessem ser passadas fielmente para o leitor mais interessado.
Sem maiores delongas, a continuação da história do nosso querido cordófono, começando hoje no período de transição da Idade Média para a Renascença. Resolvi que seria melhor dividir a enxurrada de informações em garoas esparsas nas próximas semanas.

Até o final do período da Idade Média, transição para o Renascimento (aproximadamente 1490), todas as informações históricas são conseguidas a partir de fontes especulativas, vindas de iconografias, como vitrais, afrescos, esculturas, etc. Porém a partir destes registros pode-se definir aproximadamente algumas datas importantes; para o nosso assunto, é de grande importância notar que a partir do século XII a música sacra começou a utilizar novamente os instrumentos musicais em composições. As invasões árabes na península Ibérica trouxeram acidentalmente inúmeros instrumentos da cultura muçulmana para a Europa. No século XIII as fontes iconográficas mostram que a Vihuela era um instrumentos altamente presente na música. Este instrumento é o que pode ser chamado de antecessor indireto do violão, mas o mais importante que fez com que os cordófonos da época tomassem formas muito parecidas com a dos violões atuais. As curvas do violão, assim como a estrutura básica e as partes (corpo e braço) vieram deste instrumento.
No entanto, até o século XV, com a invenção da prensa móvel, era impossível saber das datas e formas exatas da Vihuela; surgida a possibilidade de copiar muitas vezes os guias de execução, construção e tratados sobre os mais diversos assuntos da música, a quantidade de registros aumentou o suficiente para que chegassem até os dias de hoje de forma muito mais detalhada. Outro fator é importante para que deixe-se de especular sobre como era a Vihuela no período renascentista: a partir de 1490 existem fontes
físicas sobre as características deste instrumento, pois os remanescentes mais antigos que contam a história da Vihuela são desta época. Estes instrumentos muito antigos mostram as tendências da época quanto à construção de instrumentos; é notório que os detalhes em todo o instrumento, com ornamentações dignas de obras de arte, fossem a moda no momento, e também um fator importante para a consagração da profissão de luthier, pois este teve que tornar-se um homem com um tato artístico e precisão detalhista inacreditáveis. As marchetarias (ornamentos feitos de pedaços de madeira colocados em relevos na madeira), as rosetas (estruturas com desenhos que lembram ramos de rosas entrelaçados, colocadas sobre a boca do instrumento, por vezes mais de uma boca), o fundo, laterais e braço possuíam composições de madeiras com cores alternadas. A principal característica dos instrumentos era de serem criações artísticas muito rebuscadas.
Como característica própria do instrumento que acompanhamos podemos citar o uso de 6 ordens, cada ordem com duas cordas (no total doze cordas), afinação igual a do Alaúde e um fato interessante que começou a ser considerado no Renascimento: o uso de instrumentos em diferentes alturas, definidos de acordo com a oitava que dominavam assim como no canto (soprano, tenor e baixo); com isto formavam-se grupos de instrumentos com a mesma construção mas com diferentes alturas de som, estes foram os chamados consorts.
Estruturalmente os instrumentos da época possuíam reforços no fundo e no tampo, estes eram feitos a partir de papel colado sobre a madeira. Como as cordas eram de tripas o som das notas graves era muito retraído, em parte foi isto que fez com que a afinação reentrante fosse adotada. Esta afinação fazia com que as cordas que seriam as mais graves hoje em dia, fossem afinadas
mais agudas do que as seguintes, isto, para um instrumento de 6 cordas, significava que a terceira corda seria a mais grave. As escalas dos cordófonos eram da mesma altura que o tampo, os trastes eram feitos de outros pedaços de tripas enrolados no braço, podendo ser movidos para possíveis ajustes de afinação. Todas estas formas estruturais e composições dos instrumentos fizeram com que neste período de renascimento do espírito científico, junto com um exagero exacerbado das artes, mirando a perfeição, a textura da música dos cordófonos dedilhados fosse muito leve, mais racional, inclusive um pouco retraída e indefinida. A partir destas inspirações da época a Vihuela ganhou um destaque popular para a música, também um instrumento da nobreza e que retratava um retorno da riqueza cultural e artística vindo em um crescente desenvolvimento desde o século XII, na Alta Idade Média.
É interessante notar que paralelo à riqueza das obras de arte de cortes e de pessoas de capacidade financeira avantajada, existiam os representantes populares dos instrumentos, sendo estes as imitações visuais do que se via nos nobres, mas com características peculiares da rústica construção popular, que são próprias da música das ruas.

Com uma formação parecida com a da Vihuela, seguindo praticamente a mesma estrutura, surgiu a Guitarra Renascentista; esta sim sendo um ancestral bem mais direto que fez surgir o violão. Sua acústica diferia em pouco com a Vihuela, mas as formas ficaram muito mais definidas quando ao fundo abaulado, detalhes estruturais do braço e principalmente os ornamentos, a roseta sendo única no tampo abaixo das cordas e ganhando detalhes cada vez mais rebuscados (algumas das peças eram feitas com papel, incrivelmente trabalhadas em profundidade). As Guitarras Renascentistas fizeram surgir a Guitarra Barroca.

Diário "Sobre os Ombros de Gigantes" #19


Nossa, hoje me dei conta: o diário já está na 19ª postagem. Por 19 vezes eu sentei aqui em frente ao computador para expressar minha satisfação com a evolução deste projeto tão importante pra mim. E ainda virão muito mais!

"Sobre os Ombros de Gigantes" está tendo um significado muito mais amplo: quem são os gigantes que nos apoiamos todos os dias? Os amigos, a família, os poetas, os artistas, o amor. Ninguém está sozinho no mundo, ninguém consegue se isolar.

A solidão é muito boa, quando consegue fazer com que olhemos pra dentro, e captemos o nosso melhor, mas os gigantes do dia a dia estão aí o tempo todo nos cercando, para que não cortemos os pulsos na primeira desilusão, pra que continuemos a confiar nas pessoas mesmo com todas as decepções diárias que sofremos, pra nos fazer olhar pra frente e encontrar um sentido em continuar vivendo, e criando, e perdoando, e amando, e construindo...

Ontem tivemos mais um árduo dia no estúdio, de muito trabalho, e trabalho com pessoas competentes: agradecimentos à Regiane Amaral, que tocou belíssimamente seu clarinete em "Aeroporto", e ao companheiro de longa data Robb Lima, que toca comigo desde os nossos 15 anos de idade, cumpriu uma jornada de 6 anos ao meu lado na Metaphorica, e agora está novamente plantando as sementes em um novo projeto totalmente diferente, com suas guitarras "lights". Ontem também começamos o trabalho artesanal que serão as percussões. Tudo caminha com muita força e beleza. Estou me segurando pra não postar cada sonzinho que a gente monta por aqui...

Na próxima terça-feira, se tudo der certo, teremos uma novidade muito bacana, que postaremos aqui no blog.

E fiquem ligados, o single está cada vez mais próximo de ficar pronto, em pouco tempo o mundo vai conhecer o primeiro fruto de "Sobre os Ombros de Gigantes".

#sublime.